A Polícia Civil do Maranhão cumpriu sete mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa investigada por assaltos a residências em São Luís. A ofensiva, denominada Operação Madre Forte, foi realizada nessa terça-feira (18).
Segundo a investigação, um dos principais líderes do grupo continuava repassando ordens aos comparsas mesmo dentro do sistema penitenciário. A comunicação seria mantida por meio de um aparelho celular, cuja posse no ambiente prisional é proibida e considerada falta disciplinar grave pela Lei de Execução Penal.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados (VECCO). Três investigados foram localizados e presos durante a operação. Os outros quatro alvos já estavam no sistema prisional por envolvimento em diferentes crimes.
Grupo dividia tarefas durante os assaltos
As investigações apontam que a organização criminosa mantinha uma estrutura hierarquizada, com funções definidas entre seus integrantes. Alguns suspeitos seriam responsáveis pelo planejamento e pela coordenação das ações, enquanto outros realizavam os assaltos, transportavam os envolvidos e forneciam armas.
O grupo também contaria com pessoas encarregadas de levantar informações sobre as vítimas, selecionar os alvos e facilitar a invasão dos imóveis. Veículos roubados eram utilizados na execução dos crimes, segundo a Polícia Civil.
A operação foi coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (DCCO/Seic). A ação recebeu apoio das unidades especializadas no combate a roubos de cargas e a instituições financeiras.
Assalto na Madre Deus iniciou investigação
A apuração começou após um assalto registrado na madrugada de 6 de agosto de 2025, em uma casa no bairro Madre Deus, na região central de São Luís.
Durante a invasão, uma das vítimas reagiu à abordagem e foi atingida por um disparo de arma de fogo. A partir desse episódio, os investigadores passaram a identificar os suspeitos e a analisar a possível participação deles em outros crimes semelhantes.
O avanço das diligências revelou, conforme a polícia, a existência de um grupo organizado que atuava em diferentes etapas dos assaltos, desde a escolha das residências até a fuga dos executores.
Operação integra mobilização nacional
A Operação Madre Forte faz parte da Rede Nacional de Operações de Combate ao Crime Organizado (Renorcrim), estratégia coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A iniciativa reúne as Polícias Civis das 27 unidades da Federação em ações integradas para identificar, enfraquecer e desarticular organizações criminosas. As investigações no Maranhão continuam para apurar outros delitos eventualmente praticados pelo grupo.





