A dramaturgia brasileira perdeu um de seus pilares mais reluzentes. Morreu a atriz Glória Menezes, aos 91 anos, um dos nomes mais emblemáticos da história da teledramaturgia, do cinema e do teatro no país. A confirmação do falecimento mobilizou fãs, colegas de profissão e autoridades em uma onda de homenagens e comoção nacional. A causa do óbito não foi divulgada.
Nascida Nilcedes Soares Magalhães em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Glória construiu uma trajetória que se confunde com a própria consolidação da televisão no Brasil. Ao lado de seu companheiro de vida e cena, Tarcísio Meira — falecido em 2021 —, formou o casal mais famoso e amado das telas brasileiras, protagonizando a primeira telenovela diária do país, 2-5499 Ocupado (1963), na TV Excelsior.
Uma trajetória repleta de papéis inesquecíveis
Sua versatilidade cênica permitiu que ela transitasse com perfeição entre o drama intenso e a comédia elegante. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, deu vida a personagens que entraram para o imaginário popular.
- Irma / Maria de Luján (Irmãos Coragem, 1970): Papel divisor de águas onde interpretou uma personagem com múltiplas personalidades.
- Roberta Leone (Guerra dos Sexos, 1983): Marcou a comédia na TV ao lado de Paulo Autran.
- Laurinha Figueroa (Rainha da Sucata, 1990): Uma vilã aristocrática e inesquecível do horário nobre.
- Baronesa de Bonsucesso (Senhora do Destino, 2004): Demonstração de elegância e sensibilidade no papel da sofisticação carioca.
No cinema, Glória brilhou em O Pagador de Promessas (1962), dirigido por Anselmo Duarte, o único filme brasileiro a conquistar a cobiçada Palma de Ouro no Festival de Cannes.






