Maranhão lidera crescimento do e-commerce no Brasil em 2026

Vendas online de pequenas e médias empresas maranhenses avançaram 58,6% no primeiro semestre.
Maranhão lidera crescimento do e-commerce no Brasil em 2026
Maranhão liderou o crescimento do e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026 (Foto: Reprodução)

O Maranhão foi o estado brasileiro que apresentou o maior crescimento no faturamento das pequenas e médias empresas no comércio eletrônico durante o primeiro semestre de 2026. As vendas online dos negócios maranhenses avançaram 58,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados fazem parte de um levantamento da plataforma Nuvemshop e colocam o Maranhão à frente de estados com mercados digitais tradicionalmente mais consolidados. O resultado também supera com ampla margem a média nacional, que ficou em 28,7% entre janeiro e junho deste ano.

O desempenho indica que o comércio eletrônico está deixando de se concentrar nos grandes centros econômicos e ganhando espaço em regiões nas quais muitos empreendedores enfrentavam dificuldades para alcançar consumidores de outros estados.

Maranhão supera Pernambuco e Mato Grosso

Pernambuco ocupou a segunda posição no levantamento, com crescimento de 53,8% no faturamento dos pequenos e médios negócios online.

Mato Grosso apareceu em terceiro lugar, com avanço de 48,2%, seguido por Paraná, Goiás, Distrito Federal e Santa Catarina.

Confira os estados com os maiores índices:

  • Maranhão: 58,6%;
  • Pernambuco: 53,8%;
  • Mato Grosso: 48,2%;
  • Paraná: 43,6%;
  • Goiás: 42%;
  • Distrito Federal: 41,1%;
  • Santa Catarina: 40%.

A liderança maranhense representa uma diferença de 29,9 pontos percentuais em relação à média brasileira. Em termos proporcionais, o crescimento registrado no estado foi mais que o dobro do desempenho nacional.

Tecnologia amplia alcance dos pequenos negócios

A expansão do e-commerce está relacionada ao maior acesso a ferramentas que facilitam a criação e a administração de lojas virtuais.

Soluções integradas de pagamento, logística, controle de estoque e atendimento permitem que pequenos empreendedores comercializem produtos em todo o país sem a necessidade de manter grandes estruturas físicas.

Esse movimento beneficia especialmente os negócios instalados em cidades do interior. Por meio das plataformas digitais, lojas que antes dependiam exclusivamente de consumidores locais passaram a alcançar compradores de diferentes regiões brasileiras.

O levantamento mostra que um em cada quatro lojistas já utiliza sistemas capazes de automatizar etapas do processo de entrega, como cálculo de frete, emissão de etiquetas e coleta de mercadorias.

A automação reduz o tempo empregado em tarefas operacionais, diminui custos e amplia a capacidade de atendimento dos negócios.

Inteligência artificial entra na rotina das lojas

A inteligência artificial também passou a ocupar espaço na administração das pequenas e médias empresas que atuam pela internet.

Atualmente, 45% dos lojistas consultados utilizam algum recurso de IA em suas atividades. As ferramentas são aplicadas na criação de descrições de produtos, organização das vendas, gestão da loja e comunicação com os consumidores.

Sistemas automatizados também ajudam a responder perguntas frequentes, sugerir produtos e organizar informações sobre pedidos.

Para os pequenos negócios, essas tecnologias oferecem a possibilidade de realizar tarefas que anteriormente exigiam equipes maiores ou a contratação de serviços especializados.

Mulheres representam 62% das fundadoras

A pesquisa também traça um perfil de quem está à frente das lojas virtuais. As mulheres representam 62% das fundadoras de negócios ativos na plataforma.

Os empreendedores com idades entre 25 e 39 anos correspondem a 51% do total, demonstrando uma presença significativa de adultos jovens no comércio eletrônico.

Outro dado revela a importância econômica dessas atividades para as famílias. Para 58% dos entrevistados, as vendas pela internet deixaram de ser apenas uma fonte de renda complementar e se tornaram a principal ocupação financeira da casa.

O resultado mostra que o e-commerce tem avançado para além das iniciativas experimentais ou informais, consolidando-se como atividade profissional e fonte permanente de sustento.

Ticket médio chega a R$ 259,91

No cenário nacional, mais de 80 mil lojas estavam ativas na plataforma durante o período analisado. Juntas, as pequenas e médias empresas registraram aumento de 28,7% nas vendas online.

O ticket médio das compras chegou a R$ 259,91, crescimento de 8% em relação ao primeiro semestre de 2025.

O ticket médio representa o valor gasto, em média, por consumidor a cada pedido. A alta indica que, além do aumento na quantidade de transações, os clientes também passaram a desembolsar valores maiores nas compras pela internet.

Nesse contexto, a liderança do Maranhão reforça o avanço do empreendedorismo digital no estado e sinaliza novas oportunidades para pequenos negócios interessados em ampliar mercados.

A continuidade desse crescimento, entretanto, depende de fatores como acesso à internet, qualificação dos empreendedores, segurança nos pagamentos e melhoria da estrutura logística, especialmente nos municípios mais distantes dos grandes centros de distribuição.