A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito sobre o caso envolvendo um oficial de Justiça do Pará acusado de cuspir no rosto de uma garçonete durante uma discussão em Barra Grande, no litoral piauiense.
Identificado como Washington Luís, o investigado foi indiciado pelos crimes de injúria contra duas mulheres e ameaça. O procedimento foi encaminhado à Justiça, que analisará as medidas cautelares solicitadas pela autoridade policial.
O episódio ocorreu enquanto a garçonete trabalhava em um restaurante da vila turística. Parte da discussão foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento e ganhou repercussão nas redes sociais.
Câmeras ajudaram na identificação
Segundo o delegado João Filipe, responsável pela investigação, o reconhecimento do acusado foi possível a partir da análise das gravações, dos depoimentos colhidos e da identificação do local onde ele estava hospedado.
As imagens mostram o homem chegando ao restaurante e discutindo com a funcionária. Durante o desentendimento, ele se aproxima e cospe no rosto dela.
A apuração também identificou uma segunda trabalhadora que teria sido ofendida pelo investigado no mesmo contexto. Com isso, o oficial de Justiça foi indiciado por injúria contra as duas mulheres e por ameaça.
Discussão teria começado por causa de uma garrafa
Em depoimento, a garçonete contou que o conflito começou no dia anterior ao episódio gravado. O turista teria consumido bebidas no restaurante e, após pagar a conta, seguido para um estabelecimento vizinho levando uma garrafa pertencente ao primeiro local.
Como o restaurante estava prestes a encerrar o expediente, a funcionária foi pedir a devolução do recipiente. Segundo ela, o homem afirmou que havia recebido autorização de outro garçom para levá-lo e ficou alterado durante a conversa.
No dia seguinte, ele teria retornado ao estabelecimento à procura da jovem. Conforme o relato da vítima, o oficial de Justiça fez ameaças, proferiu ofensas e, durante a discussão registrada pelas câmeras, cuspiu em seu rosto.
Polícia pede restrições ao investigado
A Polícia Civil solicitou que o Judiciário imponha medidas cautelares ao investigado. Entre os pedidos estão a proibição de manter contato com as vítimas e testemunhas e o impedimento de frequentar o restaurante onde o caso aconteceu.
A autoridade policial também pediu que Washington seja proibido, por um período a ser definido pela Justiça, de frequentar o vilarejo de Barra Grande.
Os pedidos ainda serão analisados pelo juiz responsável. Caso sejam aceitos, o descumprimento das restrições poderá provocar a aplicação de outras medidas previstas na legislação.
Caso segue para análise do Ministério Público
Com a conclusão do inquérito, os autos serão analisados pelo Ministério Público, que poderá apresentar denúncia, pedir novas diligências ou solicitar o arquivamento do procedimento.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa do oficial de Justiça. O espaço permanece aberto para esclarecimentos ou manifestação sobre as acusações.






