Operações destroem 35 mil pés de maconha na Baixada Maranhense

Plantações localizadas em áreas de difícil acesso renderiam cerca de 5,5 toneladas da droga
Operações destroem 35 mil pés de maconha na Baixada Maranhense
Operações destroem cerca de 35 mil pés de maconha na Baixada Maranhense (Foto: Divulgação)

Duas operações realizadas em um intervalo de seis dias resultaram na destruição de aproximadamente 35 mil pés de maconha na Baixada Maranhense. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), as plantações poderiam produzir cerca de 5,5 toneladas da droga, com valor estimado em R$ 8,2 milhões.

As ações integram a Operação AMAS, desenvolvida na Amazônia Legal Maranhense em articulação com a Operação Protetor dos Biomas – Brasil contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O trabalho envolve levantamento de informações, monitoramento aéreo e incursões terrestres em áreas usadas para cultivos ilegais.

CTA encontra três plantações

Na sexta-feira (18), equipes do Centro Tático Aéreo (CTA) localizaram três áreas de plantio na região situada entre os municípios de Central do Maranhão, Turilândia, Pinheiro e Santa Helena.

As forças de segurança estimam que aproximadamente 17 mil pés foram encontrados e destruídos nessa etapa. A quantidade teria potencial para gerar quase 2,7 toneladas de maconha, avaliadas em cerca de R$ 4 milhões.

A secretária de Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, afirmou que a destruição das plantações busca atingir a fonte de financiamento dos grupos criminosos e interromper uma cadeia que abastece outras atividades ilegais.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, explicou que o mapeamento prévio permite identificar plantações instaladas em locais de difícil acesso. Após a localização, as equipes fazem a segurança do perímetro e realizam a erradicação do cultivo.

Primeira ação destruiu 18 mil pés

A primeira operação ocorreu no domingo (13), quando aproximadamente 18 mil pés de maconha foram localizados e destruídos. De acordo com o balanço oficial, as plantas poderiam render cerca de 2,8 toneladas da droga, com valor estimado em R$ 4,2 milhões.

O delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, informou que as investigações continuarão para identificar as pessoas responsáveis pelo plantio e pela estrutura montada nas áreas. Segundo ele, cultivos dessa dimensão exigem logística, mão de obra e financiamento.

As investigações deverão apurar quem controlava as plantações e qual seria o destino da droga.