A Petrobras anunciou um novo reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A mudança passa a valer a partir desta sexta-feira e elevará o valor do litro nas refinarias de R$ 2,57 para R$ 2,61. Na prática, o aumento efetivo será de R$ 0,04 por litro, equivalente a 1,5%.
O reajuste só foi possível após o governo federal oficializar um subsídio temporário de R$ 0,44 por litro para a gasolina. Sem a compensação bancária aprovada pela União, o aumento aplicado pela estatal chegaria a 17,12%, segundo cálculos do mercado.
A medida integra o pacote emergencial criado pelo governo para conter os impactos da disparada internacional do petróleo após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Desde o fim de fevereiro, a cotação do barril do tipo Brent saiu da faixa de US$ 70 para mais de US$ 110 em alguns momentos.
Mesmo com o subsídio, entidades do setor afirmam que os preços praticados pela Petrobras seguem acima da média internacional. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a gasolina comercializada pela estatal apresenta defasagem de 55% em relação ao mercado externo.
Nesta quinta-feira, o barril do petróleo voltou a oscilar, mas operava próximo da estabilidade no mercado internacional, cotado em torno de US$ 95. O movimento ocorreu após veículos da imprensa internacional divulgarem que Estados Unidos e Irã teriam avançado em um acordo preliminar para ampliar o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O último ajuste da gasolina havia ocorrido em janeiro deste ano, quando a Petrobras reduziu em R$ 0,14 o valor médio do litro nas refinarias. Já o diesel sofreu aumento de R$ 0,38 em março, refletindo diretamente os efeitos da crise geopolítica no Oriente Médio sobre o mercado global de energia.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado nos últimos dias que um reajuste seria inevitável diante da pressão internacional sobre os combustíveis. Segundo ela, a estatal acompanha a dinâmica do mercado e a defasagem dos preços internos.
Além da gasolina, o governo também implementou medidas para reduzir os impactos sobre o diesel e o gás de cozinha. Entre as ações adotadas estão subsídios temporários, renegociação de contratos de gás encanado e parcelamento de reajustes do querosene de aviação.
A subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina foi aprovada por meio de Medida Provisória e prevê isenção de tributos federais como PIS, Cofins e Cide. A medida terá validade inicial de dois meses e poderá ser reavaliada posteriormente.
Paralelamente, o governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que autoriza o uso da arrecadação extra gerada pela alta do petróleo para financiar medidas de compensação no setor de combustíveis.






