O Maranhão recebeu, nesta quarta-feira (19), 111 novos profissionais do Programa Mais Médicos. Eles serão distribuídos entre 54 municípios das macrorregiões de Saúde Norte, Leste e Sul e também atenderão comunidades ligadas ao Distrito Sanitário Especial Indígena do Maranhão (Dsei-MA).
Com o novo grupo, o estado passa a contar com 1.226 profissionais vinculados ao programa, conforme dados do painel mantido pelo Ministério da Saúde.
Os médicos participam dos 43º, 44º e 45º ciclos da iniciativa federal. Antes de seguirem para os locais de trabalho, eles passaram por uma etapa de acolhimento na Policlínica Diamante, em São Luís.
Profissionais vão reforçar postos e equipes de Saúde da Família
A maior parte dos médicos será integrada às equipes de Saúde da Família e às unidades responsáveis pela Atenção Primária. Esses serviços funcionam como a principal porta de entrada da população no Sistema Único de Saúde (SUS).
O objetivo é ampliar a presença de médicos principalmente em cidades e comunidades que enfrentam dificuldades para manter profissionais de forma permanente.
Durante o acolhimento, os participantes receberam informações sobre a organização da rede estadual, os indicadores de saúde e as características das regiões onde irão atuar. Também foram repassadas orientações sobre direitos, deveres e funcionamento do programa.
Segundo Vânia Príamo, representante da Coordenação-Geral de Provimento de Profissionais do Ministério da Saúde, a chegada dos médicos cria expectativa especialmente nos locais que possuem histórico de dificuldade no atendimento.
“A essência do programa é aproximar o atendimento da população, fortalecer vínculos e ampliar o cuidado na Atenção Primária”, afirmou.
Médica retorna ao programa em Peri Mirim
A médica clínica geral Amanda Santos Chagas foi destinada ao município de Peri Mirim, na Baixada Maranhense. Esta será a segunda participação dela no Mais Médicos.
Amanda considera que o programa ajuda a reduzir a falta de assistência em áreas socialmente vulneráveis. “Coloca médicos em locais onde antes a população não tinha uma assistência adequada”, declarou.
O acolhimento também contou com a participação de Roberto Filho, médico natural de São Luís e autista com nível 1 de suporte. Depois de trabalhar no Rio Grande do Sul, ele passou a atender na zona rural de Itapera, na Grande Ilha.
Roberto relatou que compartilha seu diagnóstico com pacientes neurodivergentes como forma de incentivo. “Isso causa esperança naquela pessoa e mostra que ela pode tudo”, disse.
Integração antecede início dos atendimentos
A etapa de acolhimento é obrigatória e busca preparar os médicos para a realidade das comunidades. A programação abordou o perfil epidemiológico das regiões, as atribuições dos profissionais e os principais desafios encontrados na Atenção Primária.
Os participantes também tiveram contato com tutores e supervisores responsáveis pelo acompanhamento das atividades. Após essa fase, os médicos seguirão para os municípios e territórios indígenas aos quais foram destinados.
Criado pela Lei nº 12.871, de 2013, o Programa Mais Médicos busca ampliar a assistência em áreas com escassez de profissionais e fortalecer a formação voltada ao atendimento no SUS.






