Uma operação da Polícia Civil prendeu dez pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes contra estabelecimentos comerciais do Maranhão. As medidas judiciais foram cumpridas nessa quarta-feira (26), nos municípios de Rosário e Itapecuru-Mirim.
As equipes executaram três mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e sete de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de valores nas contas bancárias dos investigados para rastrear recursos possivelmente obtidos com a atividade criminosa.
Durante as buscas, os agentes apreenderam uma pistola, um automóvel Honda Civic, celulares, documentos e dispositivos eletrônicos. Todo o material deverá passar por perícia e será utilizado no aprofundamento das investigações. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados de forma oficial.
Dados de terceiros eram inseridos nas compras
A apuração começou após empresas identificarem uma série de transações suspeitas e comunicarem os casos à polícia. De acordo com a investigação, os dados de cartões de crédito pertencentes a terceiros eram inseridos manualmente nos sistemas de pagamento para viabilizar a compra de mercadorias.
A colaboração entre os investigadores e as equipes de prevenção de perdas dos estabelecimentos permitiu identificar a forma de atuação dos suspeitos. Durante uma das diligências, um homem foi preso em flagrante ao tentar retirar produtos adquiridos por meio do golpe.
Segundo a Polícia Civil, o grupo apresentava divisão de tarefas. Os integrantes seriam responsáveis por diferentes etapas, como negociar as compras, fornecer os dados bancários, retirar e transportar as mercadorias, movimentar o dinheiro e revender os produtos.
Investigação busca calcular prejuízo
A operação foi conduzida pelo Departamento de Combate ao Roubo de Cargas, vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais, e pela Delegacia de Miranda do Norte.
Também participaram policiais da Delegacia Regional de Rosário, da Superintendência de Polícia Civil do Interior, do Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos e da Agência Local de Inteligência do 27º Batalhão da Polícia Militar.
As investigações prosseguem para calcular os prejuízos provocados às empresas, identificar outros possíveis participantes e esclarecer a extensão das fraudes.






