O custo da cesta básica aumentou 0,78% em São Luís durante o mês de agosto. A capital maranhense foi uma das únicas duas do país onde o conjunto de alimentos essenciais ficou mais caro no período.
Maceió apresentou a outra elevação, de 1,43%. Nas demais 25 capitais acompanhadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, os preços recuaram.
O levantamento foi realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10).
Norte lidera quedas nos preços
As maiores reduções mensais foram registradas em Rio Branco, onde a cesta ficou 4,68% mais barata, seguida por Manaus, com queda de 4,55%, e Boa Vista, com recuo de 4,47%.
Também tiveram diminuições expressivas Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%). O resultado mostra que, apesar das diferenças regionais, a retração dos preços predominou em praticamente todo o país.
Batata, café e tomate ajudaram a conter custos
A batata ficou mais barata em todas as cidades pesquisadas no Centro-Sul. O café em pó apresentou redução em 23 capitais, enquanto o tomate e o feijão também contribuíram para o movimento de queda em agosto.
Na direção contrária, pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha subiram na maior parte das capitais. Em São Luís, o avanço desses e de outros produtos foi suficiente para manter o custo da cesta em alta.
Cesta ficou mais cara em 25 capitais no período de um ano
Embora agosto tenha sido marcado por reduções mensais, o acumulado de 12 meses apresenta um cenário diferente. Na comparação com agosto de 2025, a cesta básica encareceu em 25 das 27 capitais.
Somente Brasília, com redução de 0,64%, e Palmas, com queda de 0,27%, registraram preços menores. As altas anuais mais acentuadas ocorreram em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).
São Paulo tem cesta próxima de R$ 1 mil
São Paulo permaneceu com a cesta básica mais cara do Brasil, avaliada em R$ 900,59. Em seguida aparecem Cuiabá, com R$ 851,57; Rio de Janeiro, com R$ 851,19; e Florianópolis, com R$ 850,90.
Os menores custos foram encontrados sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição dos produtos analisados é diferente. Aracaju apresentou o menor valor, de R$ 570,98, seguida por Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).
Salário mínimo necessário supera R$ 7,5 mil
Com base no custo da cesta mais cara e nas despesas essenciais previstas para uma família, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário em agosto deveria ser de R$ 7.565,86.
O valor equivale a 4,67 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.621. A estimativa considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.






