O Maranhão iniciou 2026 com a menor taxa de desemprego do Nordeste, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o estado registrou índice de desocupação de 6,9% no primeiro trimestre do ano, ficando abaixo da média nordestina, que alcançou 8,4%.
O resultado representa o melhor desempenho do Maranhão para um primeiro trimestre desde 2015, consolidando o menor índice de desemprego registrado no estado nos últimos 11 anos para o período analisado.
Os números também mostram avanço na geração de empregos e no fortalecimento do mercado de trabalho maranhense em comparação ao mesmo período de 2025.
Maranhão teve redução de 13% no número de desempregados
Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas no estado caiu cerca de 13% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Na prática, isso representa aproximadamente 29 mil maranhenses a mais inseridos no mercado de trabalho.
Outro indicador positivo apontado pela pesquisa foi o crescimento da população ocupada. O Maranhão passou de 2,570 milhões para 2,657 milhões de trabalhadores empregados em um intervalo de 12 meses, registrando aumento de 87 mil pessoas ocupadas.
O desempenho colocou o estado em posição de destaque entre as unidades federativas do Nordeste no início deste ano.
Governo atribui resultado a políticas de emprego e renda
O governador Carlos Brandão afirmou que os números refletem o fortalecimento da economia estadual e das políticas de incentivo ao emprego e à geração de renda.
Segundo ele, os indicadores apontam para um cenário de recuperação do mercado de trabalho no Maranhão.
“Os dados confirmam que o Maranhão está avançando. Hoje temos a menor taxa de desemprego do Nordeste, o maior rendimento médio da nossa série histórica e mais recursos circulando na economia. Isso é reflexo de uma gestão que trabalha para gerar oportunidades, fortalecer a renda e melhorar a vida dos maranhenses”, pontuou Brandão.
Já o subsecretário de Estado do Trabalho e Economia Solidária, Ricardo Gonçalves, destacou que o resultado demonstra a capacidade de reação da economia maranhense e os efeitos de ações voltadas à qualificação profissional e fortalecimento da renda.
Setores de serviços e atividades profissionais puxaram crescimento
Entre os segmentos que apresentaram crescimento na geração de empregos estão os setores ligados à informação, comunicação, atividades financeiras, mercado imobiliário e serviços profissionais.
O setor primário da economia também apresentou saldo positivo no período, contribuindo para o aumento do número de trabalhadores ocupados no estado.
Apesar de o primeiro trimestre tradicionalmente registrar aumento sazonal da desocupação em comparação com o fim do ano anterior, movimento considerado comum após contratações temporárias de fim de ano, o Maranhão conseguiu manter indicadores superiores aos registrados historicamente para o período.






