A Justiça revogou as prisões preventivas de Valdiley Paixão Campos, marido da influenciadora Adriana Oliveira, e de Jailson Teles Silva, suspeito de ter auxiliado na execução do assassinato. Os dois são réus no processo que investiga a morte da jovem, executada a tiros em março de 2025, dentro de casa, no município de Santa Luzia, no interior do Maranhão.
A decisão foi confirmada pelo advogado que representa a família da vítima como assistente de acusação. Como o processo tramita em segredo de Justiça, os detalhes dos fundamentos judiciais não foram divulgados integralmente.
Segundo o advogado, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente à substituição das prisões por medidas cautelares. A Justiça teria considerado que, diante dos elementos reunidos e do tempo transcorrido desde as prisões, não permaneciam fundamentos suficientes para manter Valdiley e Jailson no sistema prisional durante o andamento do processo.
Jailson, conhecido como “Gon” já havia sido preso por falso testemunho no curso da investigação.
Réus terão de cumprir medidas cautelares
Apesar da soltura, os dois réus continuarão submetidos a restrições determinadas judicialmente. Entre elas estão o recolhimento domiciliar durante a noite, a proibição de frequentar bares e estabelecimentos semelhantes e o impedimento de deixar a comarca sem autorização.
O descumprimento de qualquer uma das obrigações poderá levar à decretação de uma nova prisão preventiva.
A assistência de acusação informou que analisa a decisão e pretende apresentar recurso ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) para tentar restabelecer as prisões.
Sogro da vítima e suposto executor permanecem presos
A Justiça manteve as prisões preventivas de Antônio Silva Campos, conhecido como “Antônio do Zico”, sogro de Adriana, e de João Batista, chamado de “Bruno Macumbeiro”. Os dois também respondem ao processo que apura o assassinato.

João Batista é apontado pela investigação policial como suspeito de executar a influenciadora. Ele foi localizado e preso no município de Paraibano após o avanço das diligências.
As quatro pessoas são tratadas como acusadas no processo, e as responsabilidades individuais ainda serão julgadas pela Justiça.
Adriana foi morta dentro de casa
Adriana Oliveira tinha 27 anos e foi assassinada na noite de 15 de março de 2025. Conforme as informações iniciais, ela foi atingida por disparos dentro da residência onde morava, em Santa Luzia.
Valdiley Paixão Campos estava no imóvel no momento do crime. Em depoimento, ele afirmou que um homem chegou de motocicleta, entrou na casa, atirou contra Adriana e fugiu. O marido não foi ferido e acionou a Polícia Militar após os disparos.
Valdiley e uma cunhada da vítima foram ouvidos inicialmente e liberados. Com o surgimento de novos elementos, o marido e o pai dele, Antônio do Zico, acabaram presos no dia seguinte ao homicídio.
Imagens e depoimentos motivaram suspeitas
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou contradições entre a versão apresentada pelo marido e as imagens obtidas por câmeras de segurança próximas ao local. Segundo a apuração policial, os registros analisados não confirmaram integralmente a dinâmica relatada por Valdiley.
Outro ponto considerado pelos investigadores foi o fato de o marido ter acionado inicialmente a Polícia Militar, em vez de solicitar atendimento médico de emergência para a vítima. O comportamento despertou suspeitas, conforme declaração dada à época pelo delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida.
A polícia também teve acesso a áudios nos quais Adriana relatava estar trancada em um quarto e demonstrava medo do sogro. O material passou a integrar o conjunto de elementos analisados no inquérito.
Posteriormente, câmeras teriam registrado uma motocicleta preta trafegando em alta velocidade nas proximidades da casa. De acordo com a Polícia Civil, as características do condutor seriam semelhantes às atribuídas ao suspeito apontado como possível executor.
Conhecida em Santa Luzia, Adriana reunia mais de 29 mil seguidores nas redes sociais, onde publicava conteúdos sobre sua rotina e seus trabalhos. O assassinato provocou forte comoção na cidade.





